Sem alarde, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) faz lobby no
Congresso a favor da prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos por mais
dois anos. Num instante em que os congressistas deliberam sobre a reforma
política, a entidade envia mensagens para os deputados.
No texto, lê-se o
seguinte: “Deputado(a), apoie os prefeitos aprovando a coincidência de mandatos
e a prorrogação do mandato dos prefeitos até 2018.” Subscreve a mensagem Paulo
Ziulkoski, presidente da CNM.
Pela fórmula
proposta, as eleições de 2016, convocadas para preencher os cargos de prefeito
e vereador, seriam postergadas para coincidir com o pleito de 2018, quando o
eleitor irá às urnas para escolher o presidente da República, os governadores,
os deputados federais e estaduais, além de parte dos senadores.
Supremo paradoxo:
a confederação dos municípios leva a Brasília marchas anuais de prefeitos.
Enrolados na bandeira da reforma tributária, esses gestores municipais
queixam-se da falência dos municípios. Ainda assim, pedem mais dois anos de
mandato. De duas, uma: ou são masoquistas irrecuperáveis ou patriotas
incorrigíveis.|josiasdesouza |Foto internet
