O
apresentador da Globo Jô Soares reagiu com bom humor às críticas à sua postura
durante entrevista à presidente Dilma Rousseff exibida na noite de sexta-feira
12. Jô virou alvo por ter sido gentil com Dilma e ter dado espaço para que a
presidente falasse à vontade, sem interrompê-la, bastante diferente de outras
entrevistas na emissora, especialmente no Jornal Nacional, durante a campanha
presidencial.
"Sou
petista de raiz", brincou Jô, ao comentar a entrevista com o jornalista Maurício
Stycer, do portal UOL. "Antes, se eu entrevistava alguém do PSDB, era
chamado de petista. E se entrevistava alguém do PT era chamado de tucano. É
sempre assim", acrescentou o apresentador.
Para ele,
esta foi "a mais importante" entrevista de sua carreira e um
"momento histórico" em seus 54 anos de profissão. "Pelo momento
em que a gente está vivendo", explica. "É um momento difícil para a
presidente e achei corajoso ela me receber. Me deixou emocionado",
revelou.
Logo na
manhã de sábado 13, horas depois da conversa com Dilma, que foi gravada no
Palácio do Alvorada, em Brasília, começaram a surgir, nas redes sociais,
críticas como a de que ele recebe dinheiro do PT – por meio de captação da Lei
Rouanet para espetáculos – é "petralha", "fim de carreira"
e "sem caráter".
"Já
tinha escrito aqui sobre a decadência de Jô Soares, ao transformar-se num
defensor mentiroso de Dilma, mas o homem realmente chegou ao fundo do
poço", escreveu Rodrigo Constantino, em seu blog na Veja. O texto foi
compartilhado pelo músico Roger, da banda Ultraje a Rigor.
Reinaldo
Azevedo pegou mais leve: "Logo no início do programa, Jô classifica de
'absurda' a que chamou de 'onda fora Dilma' e afirma que 'na democracia, quando
a pessoa é eleita, tem de se respeitar o voto' (...). Quando se faz um debate
pautado pela lei, Jô Soares, não há 'absurdo' nenhum!", defendeu o
colunista. |brasil247
