Kelmon Luis da Silva Souza, padre Kelmon, candidato do PTB à Presidência da República, ganhou destaque no noticiário nos últimos dias de campanha por servir de escada do presidente Jair Bolsonaro (PL). Além das contundentes críticas aos demais candidatos, o que foi rebatida por eleitores na internet. Ainda assim, apesar de ser pouco conhecido, o sacerdote conquistou 81.129 votos no Brasil, o que representa 0,07% dos votos válidos.
Nascido em Acajutiba, na Bahia, ele foi o 7° mais votado, dentre os 11 candidatos. Em sua cidade natal, Padre Kelmon conquistou 38 votos (0,43%). Já na Bahia, o candidato registrou 4.898 (0,06%).
Padre ou não?
A principal discussão sobre Padre Kelmon é se de fato ele seria padre.
Já que Kelmon se intitulava dessa forma e dizia ser representante religioso da
igreja ortodoxa e do conservadorismo cristão.
Após a repercussão da campanha, a entidade máxima da denominação ortodoxa predominante no Brasil, a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil, emitiu um comunicado. Em nota a Igreja disse que o padre Kelmon não é e nunca foi membro dessa igreja.
Já a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), representante dos bispos da igreja católica no país, também emitiu um comunicado e afirmou que o candidato que se apresenta como “padre Kelmon” não é sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana.
Vida política
Padre Kelmon não tem nenhum cargo eletivo no histórico e, antes
deste ano, não havia se candidatado em nenhuma eleição, segundo informações que
constam no portal do Tribunal Superior Eleitoral.
Mesmo sem ter concorrido a cargos políticos, Kelmon já foi
filiado ao PT entre 2002 a 2009. Já em 2010, ele foi acusado de estar envolvido
na distribuição de dois milhões de panfletos com fake news sobre a então
candidata Dilma Rousseff (PT). A partir de 2018, Padre Kelmon passou a apoiar
Jair Bolsonaro (PL). As informações foram divulgadas pela Gazeta.
Neste ano de 2022, Padre Kelmon, em um primeiro momento seria candidato a vice-presidente da República em uma chapa com Roberto Jefferson. Porém, a candidatura foi negada pelo TSE. Foi então, que com apenas 30 dias para o 1° turno, Kelmon resolveu se lançar candidato com o Pastor Gamonal como vice. Com informações, ND+ / Foto: Weimer Carvalho/O Popular
