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| Foto Ricardo Stuckert |
O jornalista Reinaldo Azevedo, que ontem revelou que o ex-juiz
Sergio Moro cometeu mais um crime, ao escalar o time de acusação contra o
ex-presidente Lula, defende a anulação completa do processo do triplex, em
artigo publicado nesta sexta-feira.
“Estamos diante de uma escolha —e essa arbitragem será feita pelo
STF: trata-se de decidir se, em nome do combate à corrupção, pode-se cometer
uma penca de crimes”, diz o jornalista Reinaldo Azevedo, que ontem revelou mais
um capítulo da Vaza Jato.
“Não reconheço a legitimidade do ‘DPPL’: o ‘Direito Penal Para
Lula”. Reconheço a ordem democrática, de que faz parte o devido processo legal.
A lei evidencia a nulidade do processo que resultou na condenação do
ex-presidente. E caberá ao STF dizer se a Lava Jato está subordinada a essa
ordem democrática e legal ou se também o tribunal se subordina à Lava Jato”,
diz ele.
“Moro violou uma penca de artigos do Código de Ética da
Magistratura, em particular o 8º: ‘O magistrado imparcial é aquele que busca
nas provas a verdade dos fatos, com objetividade e fundamento, mantendo ao
longo de todo o processo uma distância equivalente das partes, e evita todo o
tipo de comportamento que possa refletir favoritismo, predisposição ou
preconceito'”, aponta ainda o jornalista.
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| Imagem reprodução |
“A mesma trilha que conduz ao esbulho dos direitos de Lula leva à
anomia no direito penal. Se um juiz pode apresentar testemunhas à acusação;
condescender com truques para fazê-la falar; anuir com procedimentos
heterodoxos para imputar ao réu o que não evidenciam os autos nem a denúncia
—caso do PowerPoint—; orientar a desmoralização pública da peça apresentada
pela defesa e até interferir na escolha, ainda que por via indireta, do
representante do MPF que vai participar de uma audiência, cabe indagar: o que é
vedado ao juiz?”, questiona.
“Ora, se o devido processo legal não existe, então tudo é
permitido”, finaliza. “Estamos diante de uma escolha —e essa arbitragem será
feita pelo STF: trata-se de decidir se, em nome do combate à corrupção, pode-se
cometer uma penca de crimes. A propósito: se esse é um valor absoluto —e tudo,
então, é permitido—, por que não havemos de perdoar as agressões à ordem legal
cometidas em nome da justiça social?” / brasil247

