O ex-diretor de Abastecimento da
Petrobras Paulo Roberto Costa apontou, em depoimento à CPI da Petrobras, nessa
terça-feira (5/5) nomes de 28 políticos que, segundo ele, receberam dinheiro
ilícito da estatal.
“Quem teve relacionamento impróprio com o senhor?”, perguntou o deputado Ivan Valente (Psol-SP), deixando claro que “relacionamento impróprio” significava recebimento de dinheiro ilícito para campanhas.
O deputado leu os nomes dos 52 políticos investigados em inquéritos abertos pelo Ministério Público Federal, com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki.
Desses, Paulo Roberto Costa admitiu ter tido relações ilícitas, que implicavam em pagamento de dinheiro, com 28 políticos:
-- os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Edson Lobão (PMDB-MA), Valdir Raupp (PMDB-RO), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Humberto Costa (PT-PE), Lindberg Faria (PT-RJ), Fernando Bezerra (PSB-PE);
-- os deputados Benedito de Lira (PP-AL), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Simão Sessim (PP-RJ), Luiz Fernando Faria (PP-MG), José Otavio Germano (PP-RS), Mário Negromonte (PP-BA), Aníbal Gomes (PMDB-CE), Eduardo da Fonte (PP-PE), Arthur Lira (PP-AL), Nelson Meurer (PP-PR);
“Quem teve relacionamento impróprio com o senhor?”, perguntou o deputado Ivan Valente (Psol-SP), deixando claro que “relacionamento impróprio” significava recebimento de dinheiro ilícito para campanhas.
O deputado leu os nomes dos 52 políticos investigados em inquéritos abertos pelo Ministério Público Federal, com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki.
Desses, Paulo Roberto Costa admitiu ter tido relações ilícitas, que implicavam em pagamento de dinheiro, com 28 políticos:
-- os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Edson Lobão (PMDB-MA), Valdir Raupp (PMDB-RO), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Humberto Costa (PT-PE), Lindberg Faria (PT-RJ), Fernando Bezerra (PSB-PE);
-- os deputados Benedito de Lira (PP-AL), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Simão Sessim (PP-RJ), Luiz Fernando Faria (PP-MG), José Otavio Germano (PP-RS), Mário Negromonte (PP-BA), Aníbal Gomes (PMDB-CE), Eduardo da Fonte (PP-PE), Arthur Lira (PP-AL), Nelson Meurer (PP-PR);
-- os ex-deputados Pedro Corrêa (PP-PE), Pedro Henri (PP-MT), Cândido Vaccarezza (PT-SP) e João Pizolatti (PP-SC);
-- os ex-senadores Sérgio Guerra (PSDB-PE), já falecido, e Roseana Sarney (PFL-MA);
-- o ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo (PT);
-- o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB); e
-- o atual governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB).
Paulo Roberto Costa disse não conhecer outros políticos investigados pelo Ministério Público, como o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.
“Não convocamos ainda nenhum político. Vou exigir que a gente convoque as pessoas mencionadas por ele”, disse Ivan Valente.
Antes disso, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) anunciou que vai protocolar um requerimento pedindo a convocação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo ele, seria o responsável pelos investimentos da Petrobras desde 2003 na construção de refinarias, plataformas, navios-sonda e gasodutos.
Combustíveis
Para o ex-diretor, o maior
problema financeiro da estatal nos últimos anos não foram os R$ 6 bilhões
desviados em esquema de corrupção e admitidos no balanço financeiro da empresa.
Ele disse que o maior problema é o rombo de mais de R$ 60 bilhões provocado
pela defasagem dos preços de combustíveis vendidos pela Petrobras e definidos
pelo governo.
“A (Operação) Lava Jato é uma
coisa repugnante, que não devia acontecer. Mas o maior problema da Petrobras,
que arrebentou a Petrobras, foi o preço dos combustíveis, que o governo
segurou. O rombo detectado na Lava Jato é apenas 10% desse valor. O governo
manteve os preços congelados e arrebentou com a empresa”, disse.
Pasadena
Ele atribuiu ao Conselho de
Administração da Petrobras a decisão de comprar a refinaria de Pasadena, nos
Estados Unidos. “É uma distorção dizer que essa decisão é da diretoria
executiva. Só o Conselho de Administração da Petrobras tem esse poder”, disse.
Ele fez a afirmação ao responder
pergunta do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), um dos sub-relatores da CPI.
A compra da refinaria, em 2006, deu origem à CPI Mista da Petrobras, no ano
passado, e o negócio foi apontado como um prejuízo pelo Tribunal de Contas da
União.
Na época da compra, presidia o
Conselho de Administração da Petrobras a então ministra-chefe da Casa Civil,
Dilma Rousseff. “Na época não dava para afirmar que era um mau negócio. Comprar
uma refinaria nos Estados Unidos era um bom negócio”, defendeu Costa.
A refinaria foi comprada pela
empresa Astra Oil, em 2005, por US$ 42,5 milhões. Um ano depois, a Petrobras
decidiu adquirir 50% da refinaria ao custo de US$ 360 milhões, e se tornou
sócia da emprega belga.
Em 2008, as companhias entraram
em desacordo e a Astra Oil se baseou na cláusula Put Option para
exigir na Justiça que a Petrobras comprasse o restante da refinaria. O valor
determinado por um juiz dos EUA foi US$ 820,5 milhões, pagos em 2012.
No total, o negócio custou US$
1,18 bilhão à empresa brasileira, valor quase 27 vezes superior ao que a Astral
Oil pagou pela refinaria em 2005.
Em depoimento à Polícia Federal,
o ex-diretor Paulo Roberto Costa afirmou que recebeu 1,5 milhão de dólares de
Fernando Soares, ligado ao diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor
Cerveró, para “não atrapalhar” a compra da refinaria. O dinheiro, segundo ele,
foi depositado no exterior. |tribunadabahia
