Derrota por 7 a 1 para a Alemanha expôs muito mais do que a morte do
chavão Jogo Bonito decretada pelo New York Times horas antes de um vexame sem
precedentes na história da Seleção e da Copa do Mundo.
Daqui a 10, 20, 50 anos, dirão aos brasileiros
que a Seleção, lá atrás em 2014, perdeu uma semifinal de Copa do Mundo para a
Alemanha, em casa, por 7 a 1. Esse texto é para quem era garotinho ou nem
sequer havia nascido na época. Tomara que o encontrem na internet e tentem
entender o que nenhuma palavra pôde explicar aos que estiveram no Mineirão, em
Belo Horizonte, ou aos 200 milhões que viram, de alguma forma, o massacre
imposto por uma das grandes equipes daqueles tempos a um time absolutamente
entregue à pressão e à ausência do craque Neymar.
Neymar era o melhor jogador daquela geração brasileira, mas teve uma vértebra
fraturada nas quartas de final, contra a Colômbia, numa joelhada de Zuñiga. O
Mineirão, na tarde de 8 de julho, não viu o atacante, mas viu Miroslav Klose
chegar a 16 gols e bater o recorde de Ronaldo como maior artilheiro das Copas.
Viu Schweinsteiger, Khedira, Kroos, Özil e Müller, em exibições exuberantes,
decretarem a maior humilhação brasileira na história do torneio, em atuação
abaixo da mais destrutiva das críticas.
Fotos da internet
