O
presidenciável do PSB, Eduardo Campos, está sob pressão; da parte da
ex-senadora Marina Silva, o pedido é para lançar candidatura própria em São
Paulo e em troca ela se declara candidata a vice-presidente dele já em
fevereiro; já de seus correligionários em São Paulo e do governador tucano
Geraldo Alckmin, o pedido é para que o PSB indique o candidato a
vice-governador ou o senador na chapa de reeleição do PSDB e em troca, Campos
dividirá espaço com o presidenciável tucano Aécio Neves no maior colégio
eleitoral do país; atualmente, Campos tende mais a atender ao pleito de
Alckmin; com sua decisão, Campos mostrará se é pragmático ou "sonhático"
O presidenciável do PSB, Eduardo
Campos, governador de Pernambuco, está diante de mais um impasse desde a adesão
da ex-senadora Marina Silva ao seu partido. No maior colégio eleitoral do país,
São Paulo, o PSB caminhava, sem sobressaltos, para uma aliança com o atual
governador Geraldo Alckmin (PSDB), mas o acordo foi barrado por Marina, que
pressiona por uma candidatura própria do partido – a mais cotada é a deputada
federal Luiza Erundina. Em troca, Marina aceita ser a candidata a vice de
Campos, sendo anunciada até fevereiro. Mas, Alckmin pressiona por seu lado:
ofereceu nesta quinta-feira (9) uma das vagas da chapa majoritária em São Paulo
(a de vice-governador ou a de senador). Que caminho Eduardo Campos seguirá?
Esta não é a primeira vez que
Marina derruba acordos de Campos. Assim que se filiou ao PSB, a ex-senadora se
colocou como empecilho à bem encaminhada aliança do pernambucano com os
ruralistas, através do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM). Campos cedeu.
Agora, em troca da esperada turbinada que Marina pode lhe dar com votos, o
presidenciável do PSB vai abrir mão de um espaço importante no palanque de
Alckmin?
A aliança em São Paulo com os
tucanos só produz efeitos positivos para o governador de Pernambuco, uma vez
que, atualmente, o PSB não possui grande estrutura no maior colégio eleitoral
do país. Mesmo com a candidatura de Erundina, o partido não teria muito tempo
de TV e rádio e nem conseguiria montar palanques competitivos em cidades
paulistas. Ceder ao apelo de Marina é muito mais útil à principal candidatura
de oposição em São Paulo, que é a do petista Alexandre Padilha, pois fragiliza
o projeto de reeleição do tucano. Veja aqui
