
No total, Ministério Público
Federal e as cinco procuradorias regionais da República (PRR) instauraram 1853
ações civis públicas por improbidade em todo o país, 198 apenas no estado
baiano; foram destaques os casos de Gentio do Ouro, em que um ex-prefeito desviou
quase R$ 1 milhão, e de Poções, em que o MP pediu a um ex-gestor e seu
secretário devolução de R$ 2,4 milhões utilizados irregularmente na compra de
um posto de gasolina.
Balanço do Ministério Público
Federal (MPF) revelam que a Bahia foi o estado com maior número de ações na
Justiça por improbidade administrativa em 2013. No total, MPF e as cinco
procuradorias regionais da República (PRR) instauraram 1853 ações civis
públicas por improbidade em todo o país, 198 apenas no estado baiano.
Segundo levantamento feito pelo
iG, Maranhão e Minas Gerais aparecem em seguida com 180 e 145 ações,
respectivamente. Rondônia foi o estado que registrou menor número, com apenas
nove casos.
Entre as irregularidades
apontadas pelo Ministério Público estão casos de gestores que dispensaram
ilegalmente procedimentos licitatórios, de fraudes em concursos públicos,
superfaturamento de obras ou uso particular de bens públicos. Maior parte das
investigações envolvem recursos da saúde e educação.
Na Bahia, foram destaques os
casos de Gentio do Ouro, em que um ex-prefeito desviou quase R$ 1 milhão, e de
Poções, em que o MP pediu a um ex-gestor e seu secretário devolução de R$ 2,4
milhões utilizados irregularmente na compra de um posto de gasolina.
A procuradora-chefe substituta e
integrante da divisão de combate à corrupção no MPF da Bahia, Melina Montoya
Flores, afirmou que o grande número de ações de improbidade impetradas pelo
órgão é fruto de "esforço concentrado" dos procuradores para evitar
prescrições de ações instauradas contra gestores que deixaram as prefeituras em
2008.
"A Bahia ainda é um estado
muito pobre, em que os municípios recebem muitos recursos e por conta disso não
se vislumbra uma aplicação correta desses recursos públicos".
brasil247