Interlocutores do governador Jaques Wagner (PT) chegaram ontem, depois de meses de avaliação, à conclusão de que a pretendida mini-reforma administrativa do governo pode ter subido no telhado. Wagner não fala mais do assunto nem dá pistas a quem com ele se entrevista sobre o que vai fazer da secretaria de Desenvolvimento Social, ocupada há mais de um ano por uma interina, nem de outras que entraram na cobiça de partidos aliados. Daí que… enquanto isso, petistas como os ex-prefeitos Luiz Caetano (Camaçari) e Moema Gramacho (Lauro de Freitas) ficam na chuva, esperando que algo os redima. A situação não é diferente para outros quadros interessados em ocupar mais espaço no governo. Um deles chega a pedir abertamente:
- Coloca aí que Wagner desistiu da reforma. Coloca aí, pelo amor de Deus!
- Mas por quê?, retruca o Política Livre.
- Porque Wagner gosta de desdizer a imprensa, não aceita que lhe prevejam os passos, que influenciem seu governo. Se voces disserem isso, ele vai lá e faz a reforma.
- E aí o senhor ganha a chance de assumir uma secretaria, pondera o Política Livre.
- Eu, não, meu partido. Entendeu, né?
- É.
