João Alves de Torres Filho, nascido em Inhambupe, interior da Bahia, em 1914 - mais tarde batizado Joãozinho da Goméia ao se fixar na baixada fluminense, no Rio de Janeiro – foi um dos maiores líderes religiosos do país e terá sua história traduzida em samba e enredo pela Grande Rio no Carnaval 2020.


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Homossexual assumido, o negro de personalidade forte fez sua despedida de Salvador em alto estilo, em 1948, quando apresentou ao público  no Teatro Jandaia um espetáculo com danças típicas do candomblé – um escândalo para a época.

Já no Rio de Janeiro, instalado na Rua da Goméia – endereço incorporado ao nome -, recebia em seu terreiro políticos, embaixadores, artistas, aguçando a curiosidade da imprensa, que noticiava cada vez mais as excentricidades do pai de santo. Getúlio Vargas e Ângela Maria, a Rainha do Rádio, eram frequentemente vistos por lá. Sua figura foi, inclusive, inspiração para o humorista Chico Anysio criar o personagem “Painho”, um marco na carreira de Chico.


Sua morte, em 1971, não poderia ser mais apoteótica, com episódio narrado pela revista O Cruzeiro. Foi sepultado no cemitério de Duque de Caxias, quando uma chuva de proporções míticas desabou sobre o Rio de Janeiro exatamente na hora que o caixão baixava a sepultura e com muitos presentes incorporando santos. O cenário foi descrito como uma manifestação de Iansã recebendo seu filho.


Agora, a Grande Rio se prepara para juntar surdos e tamborins a atabaques e agogôs para homenagear o Rei do Candomblé, uma das figuras mais emblemáticas do bairro de Caxias. O samba enredo será distribuído pelos carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad na próxima quarta-feira, às 20h, na sede da agremiação. Informações do correio da Bahia / Foto:Fundação Pierre Verger/ Divulgação
Foto reprodução


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