Moro é o coveiro do Direito brasileiro, diz Wadih Damous


O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) afirmou que "o juiz Sérgio Moro é o coveiro do Direito brasileiro". Para ele, "Sérgio Moro é a ponta de lança do Estado de Exceção brasileiro, com a sua — quando digo 'sua' refiro-me quase que a uma propriedade — Operação Lava Jato, que simplesmente jogou na lata do lixo a Constituição de 1988", destacou Damous na Tribuna da Câmara dos Deputados.

Para ele, o Brasil passa por um cenário de exceção jurisdicional, confirmado com a nomeação de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). "Esse ministério para Sérgio Moro, com promessa já de vaga assegurada no Supremo Tribunal Federal, foi o prêmio", ressaltou.

O deputado disse que nunca teve ilusão acerca do caráter de classe do Estado de Direito. "Sempre houve uma espécie de simulação. O sistema de justiça — juízes, promotores, Ministério Público — sempre procurou manter uma determinada liturgia, um jogo de aparências, mas, na verdade, os pobres sempre arcaram com a mão pesada do Estado sobre as suas costas". "O que há agora é o cinismo e a aberta violação da Constituição, das leis, de princípios e de valores constitucionais. Então, Sérgio Moro está sendo premiado por isso, premiado por ter tirado Lula, o candidato favorito, da eleição", completou o parlamentar.

Damous também alertou que ao aceitar o convite para integrar o ministério de Bolsonaro, Sérgio Moro passou a ter o poder de chantagem sobre o Congresso Nacional por força de suas atribuições passadas, como juiz condutor, ilegalmente, da maior operação policial de investigação. "Moro é dono de um arquivo incomensurável, que lembra os arquivos das polícias políticas de estados totalitários. E ele já disse que parlamentares, agentes públicos com mandato terão uma atenção especial do novo Superministério da Justiça", destacou.

Para ele, o quadro atual aumenta a responsabilidades do Poder Legislativo. "Nós temos prerrogativas e atribuições no plano do processo legislativo para impor limites, para impor a contenção democrática do abuso ao poder de Estado, daqui a pouco sob mãos totalitárias", afirmou.|brasil247 / Foto reprodução

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